A homenagem – The tribute

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Há 10 anos, o forró perdeu sua rainha do xaxado, Marinês, a voz feminina mais importante da história do forró e da música nordestina. Em sua homenagem, dedicamos essa edição do Festival para celebrar sua memória e encantar os admiradores da sua arte.

Tendo isso em vista, o Festival Rootstock juntou-se com Marcos Farias, maestro, multi-instrumentista, produtor e além de tudo isso, filho da Marinês, para gravar um DVD em homenagem a esse ícone tão significativo para todos os forrozeiros.

Sendo assim, durante o Festival desse ano será feita a gravação do DVD e reunirá alguns dos melhores Trios de forró Pé de Serra em atividade, sendo que cada um participará re-gravando uma música dos mais de 40 discos já lançados pela Marinês, durante sua carreira.

Além das participações dos convidados, será gravado um documentário com seus participantes.

Capas da Marines ate 2013 (Forro em vinil)

A carreira

Marinês, nome artístico de Inês Caetano de Oliveira (São Vicente Férrer – PE, 16/11/1935 — Recife – PE, 14/05/2007).

Filha de pai seresteiro, batizada por Gonzagão como a “Rainha do Xaxado”, Marinês é certamente a voz feminina mais importante da história do forró e da música nordestina.

No início da década de 1950, destacou-se em um programa de calouros e iniciou sua carreira na Rádio Cariri, em Campina Grande – PB. Foi a primeira grande cantora nordestina, inaugurando um ciclo de ouro da voz feminina na música do Nordeste.

Formou com o marido e sanfoneiro Abdias o trio ‘Patrulha de Choque do Rei do Baião’, com o qual percorreu várias cidades nordestinas até encontrar Luiz Gonzaga e receber o convite para ir para o Rio de Janeiro – RJ para acompanha-lo.

Gravou o primeiro disco em 1956, já à frente do grupo Marinês e sua Gente, com o qual se consagrou. A canção que consagrou Marinês foi “Peba na Pimenta”, de João do Vale, José Batista e Adelino Rivera, que causou polêmica na época em que foi gravada, devido ao seu duplo sentido. Ela aparece interpretando a canção no filme ‘Rico Ri à Toa’, de 1957.

Em sua carreira solo, gravou mais de 40 discos entre 1956 e 2007, participou de inúmeras coletâneas e de alguns filmes.

Em 2007, Marinês partiu e deixou conosco o testemunho da força da mulher brasileira, que enfrentou e venceu todos os preconceitos com sorriso largo, intenso, firme e verdadeiro, construindo uma carreira belíssima e uma discografia inigualável. Ela é sem dúvida a nossa ‘Maria Bonita da música nordestina’.

É muito difícil falar sobre uma perda, ainda mais quando se trata de um ídolo ou de uma pessoa a qual se admira. Por conta disso, acreditamos que a melhor forma de homenageá-la seja mostrando o quanto a sua música continua viva em nossos corações e em nossa memória.

Forró Pé de Serra